Uso do celular ao volante é comparado à Lei Seca no trânsito brasileiro

O uso do celular ao volante se tornou uma das principais preocupações das autoridades de trânsito no Brasil. Especialistas comparam o problema à chamada 'lei seca', que combate a embriaguez ao volante, devido ao alto risco de acidentes e ao número crescente de infrações registradas.
Dados recentes indicam que a distração causada pelo aparelho celular já é uma das principais causas de acidentes nas rodovias brasileiras. Dirigir enquanto utiliza o smartphone pode aumentar em até quatro vezes o risco de colisões, segundo estudos de segurança viária.
A legislação brasileira classifica o uso do celular ao volante como infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em casos de reincidência, o valor pode ser multiplicado por três, chegando a R$ 880,41. Em situações mais graves, como dirigir utilizando o aparelho para fins diversos, a multa pode somar até R$ 2.934,70, com suspensão do direito de dirigir.
Fiscalização e prevenção
As campanhas de conscientização têm se intensificado, mas a fiscalização ainda enfrenta desafios. Muitos motoristas subestimam o perigo de checar uma mensagem ou atender uma ligação rápida. No entanto, o tempo de reação reduzido e a perda de foco são fatores críticos.
Para evitar multas e, principalmente, preservar vidas, especialistas recomendam que o motorista pare o veículo em local seguro antes de utilizar o celular. Além disso, é importante conhecer as regras e os valores das penalidades. Uma ferramenta útil para isso é a calculadora de multas, que permite simular os custos das infrações.
Antes de adquirir um veículo usado, também é prudente verificar a situação do veículo para evitar surpresas com débitos e restrições.
Comparação com a Lei Seca
A comparação com a Lei Seca não é por acaso. Ambas as práticas envolvem comportamento de risco que compromete a segurança no trânsito. Enquanto a Lei Seca reduziu significativamente os acidentes relacionados ao álcool, o uso do celular ao volante ainda carece de medidas mais rigorosas.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estuda novas regras para endurecer as punições, mas a mudança de comportamento depende também da conscientização dos condutores. A tecnologia pode ser aliada, com aplicativos que bloqueiam notificações durante a direção.
Especialistas alertam que o combate ao uso do celular ao volante deve ser tratado com a mesma seriedade que a embriaguez ao dirigir. A diferença é que, enquanto a Lei Seca conta com bafômetros e blitze frequentes, a fiscalização do celular ainda é mais difícil.
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